domingo, 13 de junho de 2010

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sério!? Porque mães tem que ser tão idiotas às vezes? Porque elas insistem em nos fazer chorar e em nos humilhar? Quer dizer, a minha mãe faz isso.
Meus pais são separados e, digamos, que eles não se dão muito bem... Esse ano meu pai ameaçou minha mãe de tirar minha guarda dela e ela morreu chorando e pedindo pra que eu não fosse. Hoje, além de me humilhar na frente de todo mundo dizendo que EU vivo brigando com ela (sendo que, sinceramente, todo mundo me acha uma ótima filha... pela história que eu tenho eu podia ser horrível) e que era melhor que eu fosse morar com meu pai logo. Só que meu pai é outro que só queria que eu fosse morar com ele porque seria menos despesa pra ele. E a minha mãe não queria que eu fosse morar com ele naquela época porque ela tava desempregada e a pensão ajudava um pouco inclusive ela. Só que agora que ela tem um bom emprego, ta ganhando até que bastante (comparando com antes é bastante, no minimo). Ou seja, meus pais só querem a minha presença levando emc onta melhorar a vida financeira deles. Sinceramente eu acho que ninguém merece isso. Eu me sinto rejeitada por ambos meus pais!
E o pior é que não tem amigo meu que sofra isso, então eu não tenho ninguém pra desabafar porque ninguém entenderia... talvez ninguém se importaria.
Eu queria ter outro lugar pra ir morar. Alguém que não quisesse morar comigo porque eu conviria financeiramente, alguém que não reclamasse de quando eu to estudando ao invés de conversando, alguém que...
Eu disse antes que eu poderia ser muito pior se eu quisesse... então, vamos à minha história:
Há mais ou menos 7 anos meus pais se separaram. Quando isso aconteceu o mundo não rui só pra mim. Ruiu pra minha mãe e pro meu irmão também. O mais chocante pra mim foi que meu pai, o homem que eu amava e confiava, além de ter saído de casa, mentiu pra mim. Porque quando ele me contou que ele ia sair de casa, ele não me contou a verdade, que eu vim a saber depois: ele saiu de casa porque... tinha achado "outra". A minha mãe foi quem ficou mais arrasada. E, aos poucos, eu ia levando o meu próprio sofrimento em silêncio, por saber que seria pior pra minha mãe me ver sofrendo muito também. E como eu sofri. É lógico que escolhi ficar com minha mãe. Jamais moraria com meu pai e a mulher que ele... enfim. A minha mãe, com o tempo, deixou de cuidar de mim do jeito certo. Eu estudava em escola pública naquela época, e deixe-me dizer que a pessoa é influenciada pelo meio em que vive, sim. As minhas notas, antes sempre as mais altas, começaram a cair, aos poucos. Eu comecei a passar as tardes fora de casa, em parte - e essa é a primeira vez que admito isso- porque essa casa me lembrava os tempos que eu vivia feliz, com meu pai do meu lado, todos os dias. E não com a ausência dele, mesmo que eu visse a presença dele em cada canto da casa. Eu passava a tarde com meus amigos drogados, mesmo assim, por incrivel que pareça EU nunca me droguei. A aula terminava meio-dia, eu chega em casa depois da uma e volta a sair uma e meia. Só almoçava, lavava e secava a louça, quando dava tempo varria a casa. Voltava quando eram seis horas e minha mãe nem ficava preocupada. Quando resolvi começar a sair de noite... a minha mãe sempre dizia não quando eu pedia, mas quando chegava a véspera, ela me deixava ir. Até que um dia ela disse pra mim que fazia isso de propósito pra que eu ainda sentisse algum "pulso", mas no fim me deixava ir. Aos meus 14 anos eu não perguntava mais, eu só avisava. Eu sei que muita gente acha isso bom, mas acredite, um pulso firme faz falta. Do jeito que minha estava sendo omissa comigo, eu poderia ter me tornado como as garotas da minha escola que tinham pais que também não 'davam muita bola':  garotas que ficavam com uns cinquenta em uma festa, se drogavam, e transavam com metade da escola, tinham fama, mas não se importavam. Eu andei com garotas assim, eu já passava o dia fora de casa, eu já ia nas mesmas festas que elas... mas eu nunca consegui me drogar, eu, até esse ano, nunca tinha conseguido ficar com mais de um guri por festa, eu nunca ficava com um cara que eu tinha conhecido na noite.
Eu poderia ter me transformado no que elas, que eram minhas amigas, se transformaram. Mas não. Quando eu terminei a oitava série eu acabei ganhando uma bolsa de estudos pra uma das melhores escolas daqui, virei uma excelente aluna, uma filha que só se esforça pra ir bem na escola, que gosta de esudar, no lugar de ser a vagabunda da esquina.
A minha mãe... superou quando resolveu virar ela a adolescente da casa. Ela que ia pra festas e dizia (sim, ela me conta!) quantos caras tinha ficado, sendo que tempos depois eu descobri que pra minha mãe ficar não tinha o mesmo sentido que tinha pra nós. Pra minha mãe ficar envolvia sexo. O que me deixou chocada. A minha mãe, tirando as drogas, tinha virado aquele tipo de guria que eu podia ter sido pela negligencia dela, mas não fui. Imaginem, vocês, a mãe de vocês indo em festa e pegando geral? Vocês iam adorar, não? A mçae de vocês ficando com mais caras do que tu, a tua mãe sendo mais bonita que tu. Pra uma guria isso é um golpe e tanto. E mesmo assim, eu me esforço pra ter as melhores notas, pra ser uma filha exemplar. E ela joga na minha cara que ela é mais bonita, que ela é mais magra. Imaginem como é a minha auto-estima se mesmo a minha mãe não me acha bonita.
E mesmo se eu tiro uma nota baixa hoje... ela não me xinga, não faz nada.
Ela reclama e diz que eu não faço nada, sendo que eu estudo 9 horas por dia, quando eu não estudo mais que isso. Tudo pra passar no vestibular.
E no dia das mães, nos aniversários dela... eu sempre faço um cartão elogiando ela. Dizendo que tenho orgulho dela, porque ela 'carrega' a casa nas costas... ela pode pagar todas as contas, pode me dar presentes, pode me dar coisas, pode até ser uma mãe que eu diria que é compreensiva. Mesmo assim, ela não é mãe de verdade. Que mãe diria pra tu sair de casa logo? Que mãe diria que é muito mais bonita que tu? Que mãe que viveria dizendo que tu ta gorda, apesar de só ela achar isso? Que mãe seria mais adolescente que a filha? Às vezes eu me sinto a adulta da casa, é por isso que quando eu saio... eu acho que eu extrapolo às vezes. Eu acho que extrapolo e ainda sou virgem, nunca exprimentei nenhum tipo de droga que não fosse o alcool, nunca fiquei com mais de 3 em uma festa, nunca usei aquelas micro-saias pra ir a uma festa, nunca me meti em briga, nunca deixei de estudar...
Eu sinto falta de ter uma vida com pais normais. Que te queiram em casa enquanto tu é menor de idade, no minimo, que te queiram por te amarem e não por conveniência financeira.
Se meus pais me amam desse modo meio deturpado, porque eu acredito - ou no minimo tenho esperança- que eles me amem pelo menos um pouco, eu me pergunto se alguém me ama de verdade. Me ama do jeito que qualquer pessoa tem o direito de ser amada. Quanto à isso eu sei que eu tenho minha dinda, que com certeza é a melhor madrinha do mundo. Ela se preocupa muito mais comigo que minha mãe, me acha linda... ela é a mãe que eu gostaria de ter. É preocupada, me apoia... é uma mãe comum, que ama e faz de tudo pra ver um sorriso no rosto da filha dela, que, tudo bem, tem 7 anos e é muito mimada por causa disso. Pelo menos, alguém a ama do jeito certo.
Eu não acho que eu tenha encontrado meu lugar no mundo. Eu não sei se me sinto deslocada e diferente por causa de tudo isso... eu só espero, algum dia, ter meu lugar no mundo, onde as coisas estejam na ordem certa. Talvez quando eu tiver meus filhos.
E quando eu tiver eu vou saber direitinho que erros eu não posso cometer.

P.S.: Eu sei que esse texto foi gigante e que ninguém vai ler, mas pelo menos eu desabafei um pouco. Hoje eu não vou responder os comentários do post passado, simplesmente, porque... eu precisava só desabafar mesmo. E apesar de eu gostar de escrever contos fictícios, esse é completamente de uma vida real. A minha vida - que, venhamos, é completamente virada aos extremos.
P.P.S.: música: Invisible- Ashlee Simpson
P.P.P.S.: Eu sei que ninguém vai ler tudo isso. Ficou gigante mesmo.

2 comentários:

  1. Eu li tudo :x
    Nossa, eu nem sei o que falar, de verdade. Eu poderia dizer que te entendo, que sei o tamanho da sua dor, mas seria hipocrisia minha, porque eu não sei. De certa forma, eu fico feliz, por saber que meu último post te ajudou um pouco pelo menos.
    Na vida, nem tudo sai como o planejado né, e a gente tem que aprender a se adaptar as novas consequencias causadas pelas circunstancias.
    Bom, não posso dizer mais nada a não ser, boa sorte no seu caminho, procure sempre fazer a coisa certa independente de tudo e de todos. :)

    beijo

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  2. eu li tudo, e confesso que uma lágrimazinha caiu aqui KKK apesar de não te conhecer, sei que você vai ser uma vencedora na vida, você já é por suportar isso, por não sucumbir a drogas e afluentes. um exemplo, me atrevo a dizer. não posso falar que sei o que é essa dor, porque nunca passei por algo assim. mas espero que voce coloque na cabeça que isso vai passar e um dia voce vai construir uma familia que te ame o tanto que você merece, o tanto que qualquer ser humano mereça. e, correndo o risco de ser estranho, saiba que eu ajudarei sempre que for possivel de qualquer forma, nem que seja comentando aqui sempre. boa sorte ^-^

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